sábado, 14 de novembro de 2009

Indie Festival 2009 foi uma festa cigana!


Ia postar um textinho clássico sobre o Indie Fest ontem na Fundição Progresso: sobre a surpresa de ver o excelente show do El Mató un policial motorizado (O Flaming Lips portenho), sobre a viagem sensorial que é o show do Super Furry Animals... mas tudo isso ficou obscurecido pelas dores pelo corpo que me lembraram de uma coisa: GOGOL BORDELLO é o show mais hardcore que vi nos ultimos anos, e tenho dito! Alto, insano, inconsequente, imprevisível e agitado como muitos shows de punk rock e hardcore deixaram de ser! Uma aula! F-O-D-A!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Planeta Terra 2009: brincando na chuva.


Pra começo de conversa, isso aqui não é resenha ok? Não tem técnica, imparcialidade nem compromisso com descrição fiel de fatos. É um texto de um viciado por rock sobre um festival para viciados em rock

O Planeta Terra 2009, festival dos mais bacanas que rolam por essas plagas, aconteceu este ano no Playcenter, com uma escalação de alto nível.

Me planejei para chegar no Playcenter no inicio do Maximo Park. Amigos meus falaram que o show do Moveis Coloniais de Acaju foi incendiário - coisa que não é surpresa pra quem conhece os candangos. Com um sol bonitaço no céu, o Maximo Park inicia com uma pontualidade irritante seu show. E foi uma hora de indie pop do melhor. A banda centrou fogo nos álbuns "a certain Trigger" e "our earthly pleasure" e fez um show redondinho, com a galera na mão e cantando a maior parte das musicas. Confesso que tava muuito afim de vê-los e, fora a performace exagerada do tecladista e do vocalista (meio "Dinho Ouro preto" segundo um amigo meu), superaram minhas expectativas. Ainda mais fechando o show com "Girls who play guitars", minha preferida.

Maximo Park

Em seguida no palco principal veio o Primal Scream. Acho uma bosta - é isso mesmo, chato pra caralho - e preferi ir brincar pelo Playcenter. A caminho dos brinquedos passamos pelo palco indie onde o Copacabana Club incendiava a galera com seu electro-rock.

Depois de 3 brinquedos e muito enjôo, voltamos para o palco principal onde já havia uma aglomeração maior que o normal perto da grade. Era a hora dos donos da noite - ao menos para mim. E o SONIC YOUTH entrou metendo a pica com "no way" e fazendo bater mais forte o coração deste balzaco. Foi o terceiro show que vi deles, mas nem a chuve forte que caiu interruptamente durante toda a hora e meia de som alto e distorcido atrapalhou a festa. O set foi baseado no novo disco "The Eternal" (que, diga-se de passagem, é o melhor album do SY nos ultimos 15 anos) e quase o mesmo que eles vêm executando pela tour européia. Fiquei emocionadão de escutar "Cross the Breeze", musica do clássico "Daydream Nation" pela primeira vez ao vivo. E mais ainda vendo minha musa-eterna Kim Gordon dançando em "Antenna". Show foda, lindo, de chorar e ponto. O Sonic Youth consegue sobreviver no mundo rock fazendo aquilo que é o básico, mas que muitas bandas hoje parecem esquecer em meio a visuais e produções: belas melodias com muito peso e barulho. Simples e complexo. Simples para eles, que ha quase 30 anos fazem isso como ninguem.

Morto de cansado e molhado feito pinto pela chuva, ainda corro para o palco indie onde o TING TINGS iria começar seu show. E o inicio com "We Walk" foi simplesmente arrebatador. Todo mundo pulando na chuva, e a sequência "Great DJ" e "Fruit Machine" me fez esquecer completamente o cansaço e dançar como se estivesse em umapista de dança. A mistura de rock com musica eletrônica do duo é foda ao vivo, mesmo que com algumas bases pré-gravadas, que acvabam dando em alguns momentos uma cara de "playback" a algumas partes do show.
Infelizmente tive que sair fora antes do meio do show deles, e fico devendo uma segunda chance com o Ting Tings que fez o meu album predileto de 2008.

Saindo ainda vejo um pedacinho do show do velho iguana Iggy Pop, que pelo que me disseram foi excelente pero não tão bom quanto o de 2005, no festival Claro que é Rock - que vi e afirmo: foi inesquecível.

O Planeta Terra segue como o melhor festival brasileiro de musica indie. E infelizmente neste ano, caiu no memso dia do Maquinária, que é o melhor festival de musica pesada, me fazendo perder o show do Faith No More. Mas, voltando para o Rio, no aeroporto de Congonhas, encontrei um amigo que me disse que o show do FNM foi foda! Confira na foto abaixo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Los Grillos + Expulsados + Beach Breakers (Roxy Live Bar - Buenos Aires)

Como você já leu aqui neste blog sempre tive grande apreço pelo punk rock feito na terra de los hermanos.

Por isso quando, caminhando pela Bond Street (um tipo de galeria do Rock de Buenos Aires) ,vi um flyer de um show do Expulsados, logo me animei em conferir a banda, uma das minhas preferidas de punk rock na America Do sul.

O lugar era o Roxy live bar, em Palermo, um dos bairros mais "quentes" da noite portenha. A casa impressiona, bar na frente, e a parte de shows no fundo, separada do bar (ou seja, vc pode ir apenas para beber e não apenas para ver o show). A parte de shows é um espaço mais ou menos do tamanho do Teatro Odisseia, e beeem legal.

Cheguei as 21:00 (hora anunciada para o show), comprei uma Quilmes e 20 minutos depois a primeira banda adentra o palco. O Beach Breakers é um quarteto de surf music instrumental beeeeem bacana, com uniformes alá Pazuzus (banda carioca de surf). Começam o show com uma versão surf de "wave", do Tom Jobim. A banda é afiadíssima e o som muito bom. Os dois guitarristas trocam de instrumentos entre si de acordo com o que cada um vai fazer em deteerminada musica (solar ou fazer a base). Mandam um set de 30 minutos e saem do palco me deixando com uma belíssima impressão da banda.

Beach Breakers

Um rolezinho, mais uma Quilmes e com uma rapidez impressionante para a troca de palco os Expulsados entram em cena. E fiquei muito feliz em vê-los ao vivo, mesmo desfalcados de seu baixista,que saiu da banda (o vocalista Sebastian assumiu temporariamente o baixo). A banda manda aquele punk rock "ramônico" alto e emendado (é 1,2,3,4 e tome porrada!). Algumas de minhas preferidas como "sombras chinas", "esperando te en Martes" e a maravilhosa "nada cambió my amor" estiveram presentes no set curto, de menos de 30 minutos da banda. Eles agradecem a Los Grillos, a banda principal da noite, pelo convite e pela amizade e ao final converso um tempo com Sebastian sobre a cena portenha, Brasil e outras coisas. Gente finíssima o rapaz.

Expulsados

Mais uma Quilmes (a quinta, acho) e também muito rapido os Los Grillos sobem ao palco. Parecem ser muito populares por lá, pois o público é bem maior para sua apresentação. O trio é muito bom, mandam um rockão proto-punk, com cara de Stooges e Forgotten boys e apresentam musicas de seu novo CD "nascidos para rockear" (que ganhei na entrada com o ingresso e digo: é excelente!!).

Los Grillos

O set deles é mais longo e todos acompanham cantando as musicas (apesar de quase todo o publico permanecer sentado nas mesas - em todos os shows!). Ao final mandam uma musica instrumental com pegada meio hard rock e se despedem descendo direto do palco para a plateia, para beber e conversar com os amigos.
Saio pela noite fria de Buenos Aires antes da meia noite em direção do metrô, com uma ultima Quilmes na mão e um sorriso no rosto. Belíssimo show!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Azar ou excesso de sorte? O 07 de Novembro é Paulistano!


2009 não tem sido um ano tão profícuo quanto o anterior em termos de shows gringos de qualidade. Mas eis que dois dos festivais mais aguardados do ano começam, no final de Julho, a anunciar pouco a pouco suas atrações.

O Maquinaria - no qual estive ano passado - atacou de Faith No More, Jane's Addiction e Deftones, deixando muitos amigos meus em polvorosa! Em seguida anunciaram para o segundo dia o Evanescence (AAAAAAAAAARG!!), Danko Jones e Panic at the Disco (AAAAAAAARG parte 2).

Já o Planeta Terra veio com Ting Tings (ôôba!!), Maximo Park (ôôôôôôba!!) e SONIC YOUTH (morri!). Em seguida, Primal Scream e Metronomy também foram anunciados.

Tudo bem, tudo bom, se não fosse um detalhe: AMBOS festivais acontecem, pasmem, NO MESMO DIA! NA MESMA CIDADE! Com tantas datas no segundo semestre todo, como isso foi acontecer? Incompetência? Ou puro azar mesmo?

Bem, o Planeta Terra ainda tentou modificar a sua data quando soube do Maquinaria, mas não teria o Playcenter disponível, nem algumas das atrações confirmadas. Então, pelo menos por um dia, SP vai viver sua noite de capital (mundial?) do rock!

Seja qual for o motivo, os fãs de rock como nós tiveram (ou terão) que fazer suas escolhas. e confesso que, sem muito pesar, dia 07 me encaminharei para o Playcenter de SP, onde ocorrerá o Planeta Terra.

Pra começar, uma das preferidas da minha vida tocará lá, e perder Sonic Youth em terra brasilis pra mim é proibido. Segundo, o festival traz frescor novo, cheiro de coisa recente, com o Ting Tings, Maximo Park e Metronomy. E finalmente, com os brinquedos liberados, o Playcenter vai virar parque de gente grande.

Adoro Faith no More, mas os vi duas vezes, no auge. Gosto do Jane's Addiction, mas mesmo já tendo visto outras tours caça-niqueis, achei que essa exagerou - me atirem pedras, mas a banda JÁ ERA! E Deftones, apesar de ser a mais interessante da leva de bandas "new metal", não me tira de casa para ver um show seu.

e você? Partiu SP?

sábado, 5 de setembro de 2009

Passei a semana escutando...Minus the Bear!


Um amigo de Vitória - o grande Wander - havia me dado o toque ha alguns meses: "Porra Bolinho, tú é 'indie' (???) então vai enlouquecer com o Minus!"

E fui eu catar no sacro santo soulseek o tal Minus the Bear. E desde então o vício tem aumentado semana após semana!

Essa galera de Seattle, que nos 90's foi a meca do grunge (seja lá o que isso tenha sido) surgiu em 2001 com um som que lembra Sunny Day Real State nos momentos mais lentos, Death cab for cutie nos mais acelerados, que faz vc pensar em determinadas musicas que é uma banda post hardcore e em outros a mais indie das guitar bandas americanas. Tudo isso entremeado por efeitos de sintetizadores discretos e canções fáceis mas experimentais ao mesmo tempo.

O Minus the Bear tem 3 álguns e indie.punk.pop recomenda que vc baixe hoje o "Highly Refined Pirates" e se renda ao som deste quinteto, melhor a cada audição, indispensável depois da segunda música!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Passei a semana escutando...AS DIABATZ!

Curitiba sempre foi a meca do psychobilly brazuca. Afinal de lá sairam bandas históricas como Ovos Presley, Krapullas e Catalépticos, além de festivais internacionais como Psycho carnival e Psycho fest.

Pois tinha que ser justamente da capital paranaense a banda que me arrebatou nas últimas semanas. As DIABATZ são um power trio feminino de psychobilly com muita, mas muuita personalidade. Formado por 3 amigas que frequentavam a cena psycho local, a banda vêm com letras (em inglês) criativas e um instrumental muito bem executado fazendo com que seu disco "Riding throuth the devil's hill" não saia do meu mp3 player ha semanas. Um bom diferencial que vale a audição é que , como poucas bandas da cena, as Diabatz mesclam o psycho com a levada mais cadenciada e tradicional do rockabilly em vários momentos, tornando sua musica mais variada e surpreendente.

As moças tem uma boa cancha de shows e uma tour pela Europa nas costas e tocam no Rio em Novembro. Pra balançar o esqueleto e jogar o topete pro alto!
Você pode escutar as meninas aqui


domingo, 16 de agosto de 2009

E não é que o Friendly Fires é quente?

Friendly Fires no Circo Voador

"Tô me sentindo no Fashion Rio"...Esse comentário da minha mulher quando entramos no Circo Voador ontem retratava bem o público da noite. Uma infinidade de "mudernos" com roupas retrô 80's e clones da Lovefoxx invadiam a lona da Lapa pra conferir uma das bandas mais comentadas do momento pela Europa e USA: o Friendly Fires. A abertura ficou a cargo do Brollies & Apples e dos hypados Copacabana Club.

Não gosto de falar mal de banda, mas achei o Brollies & Apples chato pra dedéu! Musicas cansativas, excesso de caras e bocas, muito visual e puco conteúdo. Mas acho que fui exceção , pois quase todo mundo dançou e pareceu gostar do som do quarteto que tem entre os membros a dupla "Lella" Bianca Jordão e Rodrigo Brandão. Next, please.

Copacabana Club

O Copacabana Club entrou com jogo ganho e som mal ajustado. As musicas são legais, nada que você vá lembrar na manhã seguinte, mas é divertidinho. A batera e o baixista meio que levam a banda nas costas, mas deram uma esquentada boa na galera.

Um rolê, papo com amigos e um olhar sobre a fauna do circo que parecia como disse minha senhora no inicio do texto, uma passarela de programa de moda do People and Arts com todo mundo "causando" pelo Circo (mas que diabos é essa porra de "causando" meu Deus???). No mínimo divertido.

O Friendly Fires demorou pra dedéu a começar, mas quando entraram no palco, já foi detonando com a dobradinha "Lovesick" e "Jump in the pool". Ao vivo eles são uma puta banda de rock tocando Dance, som alto, cozinha pesadaça, gravão estourando no peito e guitarras bem sintozizadas. Me surpreendeu mesmo, pois apesar de gostar da banda tava meio com um pé atrás de como eles seriam ao vivo. E na quarta musica, "in the hospital" eu já tava me acabando com os mais de mil presentes na grande pista de dança que se transformou a lona do circo voador.

Como a banda só tem um disco lançado, o bacana é que o show é "short shot", seco e direto. Quando a coisa pega fogo com "on board" e o mega-hit "Paris", o show acaba! Eles voltam pra um bis e saem com o jogo ganho. O Friendly Fires, ao vivo, é quente! Showzaço!